Hiperatividade infantil: o que é e como lidar?

Talvez você já tenha se perguntado como saber se toda a energia e agitação das crianças estão atreladas à hiperatividade infantil. Enquanto os filhos estão em fase de desenvolvimento, os pais ficam com diversas dúvidas em relação aos comportamentos infantis. 

Até os 12 anos, as crianças estão aprendendo a administrar suas emoções, bem como identificá-las com precisão ou controlá-las. Dessa forma, a criança passa a deixar os pais com alguns questionamentos também. 

Por isso, pode ser desafiador para os pais e responsáveis identificarem quando os sinais de inquietude da criança são questões de comportamento ou se apontam para um diagnóstico de hiperatividade infantil.

De acordo com as definições trazidas pelo dicionário, a hiperatividade significa o “excesso de atividade manifestado de diversas formas”, podendo esta ser caracterizada por pontos como “atividade motora em demasia” e “excesso de dispersão e descontrole”.

Essas características, quando somadas, apontam para um diagnóstico clínico, o Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). De acordo com a Associação Brasileira de Déficit de Atenção (ABDA), afeta de 3% a 5% da população infantil. 

Mas, afinal, como saber diferenciar a hiperatividade infantil da vivacidade natural das crianças? 

Para auxiliar os pais a identificar os sinais que podem levar ao diagnóstico da condição, além de fornecer um guia para famílias que lidam com crianças hiperativas, a Red Balloon preparou este artigo. Não deixe de conferir!

O que é hiperatividade infantil?

Crianças hiperativas, geralmente, são caracterizadas como aquelas que sempre estão no “mundo da lua” ou “ligadas na eletricidade”. Contudo, para saber se uma criança possui ou não TDAH, é necessário ser atencioso, observador e cuidadoso

Comece observando alguns sintomas comuns, antes de procurar um profissional de confiança, mas se lembre que o diagnóstico só pode ser dado por um médico. Buscar amparo médico e psicológico é imprescindível para fechar qualquer diagnóstico da criança, afinal, trata-se de uma condição clínica.

É válido ressaltar também que, muitas vezes, os sintomas da condição não se restringem somente à hiperatividade. Há outros aspectos associados para que a avaliação médica possa ser concluída com precisão. 

No mais, a inquietude da criança pode significar apenas que a mesma está alegre e com muita energia. 

Já no caso da hiperatividade infantil, é comum que a criança demonstre ser mais agitada do que as demais da sua idade, resultando em prejuízos como dificuldades de concentração e de finalizar suas atividades cotidianas. 

Em relação às suas causas, ainda não há tanto conhecimento sobre. Especialistas indicam que vários aspectos genéticos e ambientais podem ter interferência, como complicações no parto, alterações metabólicas e hormonais, crises familiares ou luto.

7 Sinais para identificar uma criança hiperativa

A fim de auxiliar os pais a identificarem se os seus filhos apresentam comportamentos atrelados à hiperatividade infantil, separamos alguns sinais comuns entre aqueles que são afetados por essa condição. 

Contudo, vale ressaltar que apenas um profissional da área é capaz de dar um diagnóstico clínico e preciso. Por esse motivo, caso você tenha notado que seu filho ou sua filha apresenta sinais de TDAH, procure um médico. 

Alguns sinais de hiperatividade infantil podem ser notados por aqueles que cuidam da criança, contudo, o diagnóstico final deve ser feito por um especialista.

Veja alguns dos principais indícios percebidos em um quadro de hiperatividade motora ou mental: 

1. Baixo desempenho escolar 

Um dos sinais mais fáceis de serem identificados pela família é o desempenho escolar abaixo da média. Isso porque, enquanto os filhos são pequenos, todas as instruções e avaliações da escola são passadas para os pais ou responsáveis. 

Dessa forma, quando o desempenho escolar sofre uma queda, um sinal de alerta é ligado. 

Para uma criança com TDAH, pode ser um tanto quanto difícil passar horas e horas sentado em uma sala de aula prestando atenção no professor. 

Por isso, o mais aconselhável é que os pais ou responsáveis busquem compreender e respeitar as limitações de seus filhos, atentando-se para o que está acontecendo com a criança. 

Vale observar, por exemplo, se ela está com dificuldade em uma matéria isolada ou se outras esferas escolares vêm sofrendo prejuízos.

2. Falta de atenção

Crianças hiperativas costumam perder o foco facilmente, sendo consideradas dispersas. Situações como a ocorrência de barulhos no ambiente e a presença de objetos novos são bons exemplos de distração para as mesmas. 

Com isso, cria-se cenários de desatenção no momento de realizar as tarefas do dia a dia, como lição de casa da escola ou prestar atenção em uma aula. 

 

Além disso, por estar muitas vezes com a “cabeça no mundo da lua”, a criança acaba deixando de perceber o ambiente a sua volta com clareza, podendo ter atitudes típicas de alguém desastrado. 

3. Agitação excessiva

A agitação em demasia é um dos principais sinais da hiperatividade infantil, sendo muito comum que as crianças com essa condição não consigam se “desligar”, permanecendo praticamente o tempo todo inquietas. 

Elas brincam, correm, mexem em objetos e tagarelam com a finalidade de conterem a necessidade de estarem sempre ocupadas com alguma coisa. 

Contudo, os pais devem observar se estes comportamentos têm a ver com a criação familiar. Embora algumas pessoas associem agitação excessiva com “falta de educação”, este pode ser apenas um traço da personalidade da criança.

4. Tagarelice

Crianças hiperativas costumam falar pelos cotovelos, parecendo até que nunca se cansam. E além de tagarelar em demasia, as mesmas interrompem diálogos com certa frequência, o que pode ser um inconveniente. 

Vale ressaltar que isso ocorre porque a criança precisa verbalizar o que está pensando o quanto antes para que a mesma possa compreender seus próprios pensamentos

 

Então, é preciso de cuidado e atenção na hora de buscar a melhor forma de instruí-la.

5. Dificuldade de compreender instruções e emoções

No caso da criança precisar de duas ou mais instruções sobre a mesma coisa toda vez, pode ser que ela seja hiperativa. E isso não tem nada a ver com fazer corpo mole ou ter preguiça.

Aqueles que possuem TDAH costumam apresentar dificuldades para entender claramente as instruções que lhes foram dadas. Além disso, é muito comum que a hiperatividade infantil seja refletida em uma dificuldade para lidar com as emoções e com as situações estressantes do dia a dia. 

 

Isso acontece porque as crianças hiperativas podem enfrentar obstáculos na hora de compreender condutas sociais, tendo dificuldade para absorver e filtrar o que é dito.

6. Ansiedade

Quando há um quadro de hiperatividade infantil, a ansiedade costuma se mostrar de maneira fugaz, ou seja, vem e vai rapidamente. 

Por não conseguir se manter calma muitas vezes, a criança pode passar por cima dos colegas e familiares, atropelando brincadeiras entre amigos, perguntas feitas pelos professores, conversas entre colegas etc. 

 

Nesse momento, deve-se ter cuidado para não julgar a criança como inconveniente, tendo o cuidado de compreender e respeitar as limitações advindas da hiperatividade.

7. Impulsividade

Outro traço marcante da hiperatividade infantil é a impulsividade. A criança com essa condição tende a reagir com mais ímpeto a situações conflitantes, podendo este ser um sintoma perigoso, afinal, uma simples brincadeira pode sair do controle e se tornar algo mais sério. 

Como resultado disso, manter um vínculo social positivo com crianças da mesma idade pode ser uma tarefa árdua para aquelas mais impulsivas. 

É importante ressaltar que todos esses sinais trazidos, quando aparecem de forma isolada, não devem ser associados a uma coisa não saudável, afinal, eles podem significar apenas que a criança está com vivacidade, ou seja, aberta para se divertir com as atividades atrativas oferecidas pelo colégio e pela família.

Crianças diagnosticadas com hiperatividade infantil podem ter uma vida normal, como qualquer outra criança — basta que seus responsáveis se adequem às necessidades desta condição.

Dicas para famílias que lidam com crianças hiperativas

A fim de oferecer um guia para famílias que lidam com crianças já diagnosticadas com a hiperatividade infantil, a Red Balloon reuniu algumas dicas para apoiar o desenvolvimento desses pequenos, criando um ambiente seguro e confortável para elas. Acompanhe: 

  • Não se apegue tanto aos métodos de ensino tradicional

Ter um rendimento escolar abaixo do esperado pode ser uma situação recorrente para alunos hiperativos, mas isso não significa que os mesmos sejam menos inteligentes. 

Normalmente, o que ocorre é dificuldade para organizar os estudos

Então, a dica aqui é para que os pais tentem se desvincular dos métodos tradicionais de ensino, buscando avaliar o rendimento escolar da criança por atividades que não levem em conta apenas testes elaborados, como provas com várias questões. 

Acompanhar os processos individuais de aprendizagem pode ser muito mais benéfico do que apenas olhar para as médias finais presentes nos boletins.

  • Desacelere a rotina e reduza os estímulos externos

Depois do diagnóstico, mudar o estilo de vida que a família leva é um bom começo. 

Para que a rotina da criança não seja tão acelerada, é importante dosar os afazeres e reduzir os estímulos externos, como o acesso exagerado à informação, as cobranças e a competitividade. 

Essas pequenas mudanças são muito benéficas para melhorar os sintomas da hiperatividade infantil no geral.

  • Reforce que seu filho é capaz

Não importa qual seja a intensidade da hiperatividade de seu filho, trabalhar o aspecto psicológico do mesmo é fundamental. Por isso, busque reforçar que a criança é tão capaz quanto seus colegas, fazendo com que ela saiba que não é inferior por apresentar alguns sintomas que os amiguinhos não apresentam. 

Independente de ter ou não esta condição, é fundamental que as crianças se sintam pertencentes e amadas, certo?

  • Seja compreensivo e paciente

Para lidar com crianças hiperativas, os familiares devem ser compreensivos e pacientes, buscando entender as limitações das mesmas e, assim, procurar alternativas. 

Lembre-se que a tranquilidade do seu filho se inicia com a sua tranquilidade. 

  • Promova o contato com animais de estimação

O contato com animais domésticos é muito benéfico para as crianças hiperativas, afinal, além de se tornarem verdadeiros amigos, eles fazem com que as mesmas fiquem mais calmas e tranquilas no dia a dia.

Contudo, vale lembrar que quando as crianças ainda são muito pequenas, a responsabilidade com os cuidados do bichinho deve ser dos adultos.

  • Conte com especialistas

A hiperatividade infantil sofre variações de intensidade e demanda um tratamento multidisciplinar. 

Atualmente, é possível contar com psicoterapia, além de médicos que podem avaliar a necessidade do uso de medicação e adaptações relacionadas ao aprendizado e à socialização da criança. 

Portanto, caso seu filho seja diagnosticado com esta condição, não hesite em procurar amparo médico e psicológico!

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