Como deixar as crianças longe das telas?

Brincadeiras que incentivam a ação, a imaginação e a criatividade devem substituir a postura passiva das crianças diante de celulares e tablets

Em seu processo de desenvolvimento, as crianças precisam, entre outras ações, brincar, explorar o espaço em que vivem, receber estímulos sensoriais, físicos e cognitivos, além de interagir com adultos e outros garotos e garotas. O uso de telas de maneira excessiva pode prejudicar a aquisição dessas habilidades, comprometendo o crescimento saudável dos pequenos.

Um alerta mundial sobre o desenvolvimento infantil e as tecnologias

Pesquisa publicada no “The Journal of the American Medical Association Pediatrics” mostrou que o aumento do tempo de tela pelas crianças está diretamente ligado a atrasos no desenvolvimento da linguagem, coordenação motora e habilidades sociais. Isso sem contar eventuais problemas de visão, a exposição sem supervisão a conteúdos que podem não ser apropriados para a idade, a dificuldade de concentração e o surgimento ou aumento da ansiedade e do estresse.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda restrição total de telas para crianças menores de dois anos e indica apenas uma hora por dia entre dois e cinco anos e duas horas diárias entre os seis e os dez anos. Um estudo do Instituto de Pesquisa do Hospital Infantil de Alberta, no Canadá, no entanto, revelou que entre 2020 e 2022, o tempo de tela médio de crianças a partir dos três anos era de quatro horas diárias.

Sem rede de apoio, responsáveis dependem de celulares e tablets

A correira do dia a dia pode levar os pais a permitir que os filhos passem um tempo maior nos celulares ou tablets para poderem trabalhar ou realizar tarefas domésticas. No entanto, é importante buscar um equilíbrio, para que o uso de smartphones e de serviços de streaming não seja a única forma de lazer das crianças, especialmente durante as férias.

Mais tempo aprendendo, menos tempo no smartphone

Há uma série de atividades que podem ser opções mais saudáveis do que as telas para crianças: leitura e pintura, jogo da memória, quebra-cabeças e brincadeiras ao ar livre em parques ou praças, como pega-pega, esconde-esconde, correr, pular corda e jogar bola. Essas opções reforçam ainda os laços familiares e as interações sociais, favorecendo o desenvolvimento socioemocional e o bem-estar físico e mental das crianças.

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