Qual o impacto da tecnologia na educação?

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13 de novembro, 2019

A tecnologia avançou rapidamente nos últimos anos e não é possível ignorar o fato de que ela tem transformado a rotina e diversas atividades de nosso dia a dia. Quando o assunto é tecnologia na educação, novas metodologias, vantagens e motivações vêm sendo descobertas e definidas.

Indiscutivelmente, a internet foi uma grande revolução que impulsionou novas formas de consumo, de comunicação, trabalho, interação, estudo, etc. Smartphones, plataformas digitais, mídias sociais, aplicativos, novas automatizações – a adoção de recursos práticos e inteligentes nos faz transitar por uma grande revolução tecnológica, na qual podemos descobrir infinitas possibilidades, principalmente quando o assunto é educação e conhecimento.

Por isso, a tecnologia é um recurso que deverá estar cada vez mais presente nas salas de aula, de diferentes maneiras. É possível, sim, torná-la uma aliada para processos de ensino-aprendizagem mais interessantes, imersivos e aderentes ao perfil atual dos alunos.

Pensando nisso, neste artigo falaremos mais sobre a importância, os benefícios e a mudança de paradigma trazida pela tecnologia na educação. Ainda, falaremos mais sobre seu impacto para o aprendizado da língua inglesa. Acompanhe a seguir.

Tecnologia e a educação para nativos digitais

As crianças de hoje são conhecidas como “nativas digitais”, pois já nasceram na era digital, com smartphones, internet e mídias digitais como algo cotidiano – diferentemente das gerações anteriores, chamadas de imigrantes digitais, que conheceram o mundo pré-internet. 

Na prática, isso faz muita diferença na facilidade e adaptabilidade das crianças perante a tecnologia. Além disso, essa geração possui uma identidade virtual muito expressiva, visto passar boa parte de seu tempo conectada e interagindo em redes sociais, jogos online, etc. Com isso, para os nativos digitais, não é comum haver uma distinção clara e precisa sobre mundo online e offline, para eles, há um universo híbrido e fluido a ser vivenciado, aprendido e explorado.

Por isso, para as crianças de hoje, não faz sentido não utilizar internet, gadgets e outras tecnologias para aprender, interagir e criar – estando ou não em sala de aula.

Outra diferença dessa geração e que impacta diretamente na educação é a questão do denominado cérebro estendido – que representa as potencialidades do cérebro em adição aos recursos tecnológicos. Se, antigamente, obter uma resposta mais densa sobre determinado tema demandava horas de pesquisa em uma biblioteca, hoje a criança, em poucos segundos, pode fazer sua pergunta ao Google e obter sua resposta. Com isso, a lógica mais conteudista, que enfatiza a repetição e o decorar dados, mostra-se cada vez menos eficiente e atrativa para as crianças.

Portanto, essa nova forma de pensar e aprender demanda também novas estratégias de ensinar – e isso abrange o uso da tecnologia na educação. Desse modo, modelos de ensino surgidos e pensados para um mundo pré-digital, sendo que as crianças de hoje já são nativas digitais, geram um descompasso que pode acabar levando ao desinteresse do jovem pelas aulas, o que afeta também seu desempenho.

Para evitar esse problema, é preciso perceber que o aluno não quer mais aprender de modo passivo. Por isso, as metodologias ativas de ensino, entre outros recursos, costumam utilizar a tecnologia como aliadas para desafiar o estudante a, ativamente e de modo imersivo, construir seu conhecimento. 

A partir disso, diferentemente do que algumas pessoas pensam, a tecnologia, quando utilizada com um propósito e inserida contextualmente, não leva à distração em sala de aula, mas potencializa o desenvolvimento dos estudantes. 

Por fim, vale lembrar de que aproveitar essa tendência e toda a facilidade e o interesse que as crianças têm por tecnologia para ajudá-las em seu aprendizado e desenvolvimento é não apenas inteligente como também algo necessário para prepará-las para sua vida em uma sociedade cada vez mais global e para sua atuação profissional no mercado de trabalho.

Por que implementar tecnologia na educação?

Se a tecnologia já influencia tantos âmbitos de nossa vida, seria um retrocesso não utilizá-la beneficamente também na educação.

Embora, como vimos anteriormente, a tecnologia na educação apresente inúmeras potencialidades para auxiliar no aprendizado e desenvolvimento da criança, esse ainda é um assunto muito discutido: enquanto alguns aprovam seu uso, outros torcem o nariz para essa ideia. No entanto, a verdade é que é possível unir o útil ao agradável, desde que essa implementação seja realizada da forma correta, compreendendo a tecnologia não como um fim, mas como um meio para ajudar na dinâmica da aula e na participação dos alunos.

Nesse contexto, hoje muito se fala na metodologia STEAM. O termo é proveniente das iniciais de cinco palavras em inglês: Science, Technology, Engineering, Arts, and Mathematics. Trata-se de uma nova forma de aprendizado integrado, que busca a formação do indivíduo em várias áreas do conhecimento, preparando-o para ser um cidadão mais crítico e ativo e um profissional mais completo e preparado para o mercado de trabalho.

Nesse formato, os alunos aprendem por meio de experiências, interpretações e reflexões, de modo contextualizado e centrado na construção de seu conhecimento enquanto protagonista de tal processo.

Desse modo, o estudante é instigado a interagir, desenvolver a criatividade, senso crítico, encontrar soluções práticas, atuar em grupo – e tudo isso permeado por instrumentos tecnológicos integrados ao processo. Essa ideia de metodologia de aprendizado mais participativa e ativa leva o aluno ao centro de seu desenvolvimento.

Na prática, além de métodos mais convencionais, as atividades podem ser propostas por meio de brincadeiras, ferramentas interativas, construção de projetos científicos e abordagens diferentes daquelas estritamente teóricas e conteudistas, levando em considerações questões cotidianas, que fazem sentido para a realidade do estudante, mas que exigem pensamentos e soluções fora da caixa.

E, além dos benefícios imediatos no que compete à motivação para o aprendizado, já que trata-se de uma forma mais lúdica de aprender, essa metodologia prepara as crianças para as chamadas “habilidades dos profissionais do futuro”.

Ao interagir com jogos, brinquedos e plataformas online, que propõem ensino a distância e o uso de recursos digitais, as crianças amadurecem e se preparam para o futuro, mesmo que não tenham plena consciência disso. O que está em jogo aqui é uma revolução cultural que visa um processo de aprendizado interativo, dinâmico e atraente.

Adotar essas novas práticas e convertê-las em hábito requer, naturalmente, mudança de pensamento e, nesse cenário, o apoio de toda a cadeia educacional é fundamental para que as crianças façam bom uso das tecnologias em sala de aula e realmente se beneficiem delas.

Tecnologia na educação nas aulas de inglês

O ensino de inglês passou por grandes transformações nos últimos anos. Até pouco tempo atrás, havia certa escassez de recursos didáticos para auxiliar na prática do idioma. O acesso a materiais de áudio e vídeo, principalmente com temáticas atualizadas, era desafiador. Ter a chance de facilmente se comunicar com falantes nativos era algo bastante raro, e que ocorria, muitas vezes, apenas em viagens de imersão. 

A internet mudou completamente esse cenário. Ela permite que o estudante, de modo orientado, tenha acesso a textos, áudios, vídeos e outros materiais em inglês. Participar de jogos funcionais apenas nesse idioma é outra possibilidade que atrai os jovens. O acesso a produções culturais na língua inglesa é algo bastante corriqueiro.

Todas essas possibilidades de um contato mais imersivo e intenso com outras culturas e com o uso da língua inglesa favorece uma evolução mais acelerada na proficiência do idioma.

Qual a importância da tecnologia na educação?

Seja em casa ou no curso de inglês, é importante se dar conta de que a tecnologia na educação é um complemento e não elimina técnicas ou metodologias convencionais – trata-se de um recurso para viabilizá-las para as demandas de hoje.

Portanto, na hora de estimular o interesse do seu filho em casa ou de avaliar as metodologias e práticas pedagógicas de uma escola de idiomas para matriculá-lo, tenha em mente que:

1. Com a tecnologia na educação, o aprendizado fica mais interessante para o aluno

Sem dúvidas, trazer novos recursos para abordagens de ensino, principalmente aqueles já ligados à rotina diária da criança, além de promover mais interação entre educador e aluno, já que ambos aprendem juntos, desperta também a motivação para aprender coisas novas por meio de uma didática dinâmica, na qual os estudantes tendem a ter um interesse maior em aprender e buscar novas formas de resolver os problemas apresentados em sala de aula.

2. A tecnologia na educação permite maior nível de personalização do ensino

Mais inteligente do que impor um novo recurso é compreender a criança para detectar suas preferências. Qual é o equipamento tecnológico mais utilizado? O que ela gostaria de aprender ou dominar? O que ela tem mais dificuldade? O que ela acha mais divertido e por quê?

Com isso, é possível estruturar dinâmicas de aula mais coerentes para cada pequeno grupo, o que potencialmente tornará sua experiência muito mais enriquecedora e atrativa. Vale lembrar de que, diferentemente dos materiais impressos em lotes, muitos dos materiais didáticos digitais podem ser adaptados rápida e facilmente conforme os interesses dos alunos.

3. A tecnologia na educação, potencialmente, resulta em mais interesse e em melhores resultados

Ao aproximar da educação recursos que despertam a atenção e o interesse genuíno das crianças, a tendência é de que elas se sintam mais motivadas a aprenderem e a descobrirem novas soluções. Com isso, a dedicação do aluno com o estudo do idioma deve aumentar, bem como sua performance e seus resultados.

A tecnologia na educação na Red Balloon

Na Red Balloon, adotamos diversas metodologias ativas de aprendizagem que, de modo orientado e contextualizado, têm na tecnologia um dos recursos para ajudar a engajar as crianças em seu aprendizado.

Vale destacar seu uso na estratégia de gamificação – uma das grandes tendências educacionais atuais. Essa, basicamente, consiste em aproximar do aprendizado a dinâmica dos jogos, que tanto atrai os jovens, utilizando uma abordagem pedagógica por trás disso. Isso torna o processo extremamente lúdico e imersivo, favorecendo ainda mais o interesse do aluno em participar das atividades e a fixação de conteúdos que foram aprendidos. 

No DigiWorld, por exemplo, nossa plataforma de gamificação, os alunos têm acesso a conteúdos complementares exclusivos enquanto se divertem com jogos especialmente desenvolvidos para sua faixa etária. Além do nosso material, os alunos tem acesso a conteúdos internacionais, dos Estados Unidos e Inglaterra. 

Ainda, no DigiWorld, eles podem expressar sua personalidade e criatividade por meio da criação de avatar e de decorações personalizadas. São diversos vídeos, músicas, atividades e brincadeiras divertidas nesse universo gamificado.

E o DigiWorld pode ser acessado em casa, para complementar e enriquecer ainda mais a experiência de sala de aula.

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