Cultura Maker no ensino de inglês

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20 de novembro, 2019

Você já ouviu falar na Cultura Maker? Ela faz parte das chamadas metodologias ativas de aprendizagem, uma resposta da educação à demanda por modernização e maior aderência das práticas escolares às necessidades do mundo atual.

Por meio da Cultura Maker, o aluno é estimulado a “aprender fazendo”, a partir de diversas práticas imersivas e experienciais. Sabe aquela pergunta frequente dos estudantes “para que vou utilizar isso na minha vida?”, feita quando eles são expostos a alguns conceitos e teorias descolados de sua realidade? Com a Cultura Maker, se elimina esse gap e se proporciona um aprendizado contextualizado ao mundo real.

As metodologias de ensino mais tradicionais, que apresentam conceitos prontos que devem ser “encaixados” posteriormente em problemas padronizados, que nem sempre fazem sentido para o aluno, em boa medida, acabam dificultando e atrasando o processo de aprendizado, além de torná-lo menos interessante e instigante ao estudante.

Diferentemente disso, nas metodologias ativas, como a proporcionada pela Cultura Maker, o aluno é estimulado a elaborar suas próprias hipóteses e formulações e a aplicá-las em um contexto prático, o que torna as aulas mais desafiadores, envolventes e participativas. 

Mas e como será que isso se dá no ensino de inglês? Quais habilidades serão adquiridas pelo aluno por meio dessa metodologia? Quais seus benefícios potenciais? Descubra mais sobre o tema no artigo de hoje!

O que é a Cultura Maker e quais são seus principais benefícios?

A Cultura Maker – também conhecida como Cultura hands-on ou Movimento Maker – é aquela que incentiva a concretização prática de ideias, uma evolução do famoso “vai lá e faz”, ou DIY (do it yourself).

Esse movimento criador valoriza a paixão humana, a capacidade e a habilidade de fazer as coisas acontecerem e de resolver problemas em qualquer lugar, a qualquer hora.

Ela é representada pela premissa de que qualquer pessoa pode criar, construir, consertar ou alterar objetos e projetos, sem precisar especializar-se nessas tarefas; e de qualquer pessoa pode fazer as ferramentas que precisa para resolver seus problemas.

Desse modo, a Cultura Maker é aplicada tanto no ambiente de negócios, como um mindset bastante prático e focado em criação e inovação, em especial no ambiente das startups, quanto na educação em escolas de ensino fundamental, médio, superior e em cursos de extensão – como os de idiomas.

Nessas instituições, ela tem ajudado a modernizar e a revolucionar a educação, algo essencial para acompanhar as mudanças tecnológicas e na sociedade que estão cada vez mais dinâmicas e profundas.

Isso porque a Cultura Maker ajuda a devolver ao aluno o protagonismo em sua aprendizagem e em seu desenvolvimento. Tal objetivo é alcançado por meio de propostas desafiadoras, estimulantes e envolventes para a resolução de problemas e a realização de projetos. 

Desse modo, a realidade de sala de aula passa a ser outra. O professor exerce um papel de facilitação e mediação entre o estudante e seu conhecimento – e não de detentor de informações. As aulas deixam de ser meramente expositivas e conteudistas e passam a ser dinâmicas, interativas, inclusivas, colaborativas e participativas.

O aluno deixa de ser um sujeito passivo e passa a exercer ativamente o papel central na construção de seu conhecimento. Os conteúdos são contextualizados e aplicáveis a problemas e situações reais, o que favorece maior significação e potencial de aprendizado. Você deve estar familiarizado com a máxima: “Diga-me e eu esquecerei, ensina-me e eu poderei lembrar, envolva-me e eu aprenderei”, não é mesmo? Então, ela representa bem o potencial e os princípios trazidos pela Cultura Maker. 

E em diversos locais esses resultados já são mensuráveis. Uma pesquisa da Universidade de Stanford, por exemplo, em comparativo entre estudantes que experienciaram uma aprendizagem mão na massa e outros que tiveram contato somente com metodologias de ensino convencionais, averiguou que o primeiro grupo registrou desempenho 30% mais elevado do que o segundo.

Desse modo, as escolas que já aderiram à Cultura Maker em sala de aula, comumente percebem benefícios como:

  • Mais envolvimento e interesse dos estudantes nas propostas de aula. 
  • Estímulo à criatividade e ao pensamento “fora da caixa”, que permite que se enxergue as coisas além do ponto de vista do senso comum, tanto entre alunos como entre professores e equipe pedagógica em geral. 
  • Desenvolvimento mais aprofundados de habilidades cognitivas e socioemocionais dos estudantes. 
  • Oportunidade de aprendizagem mais sólida e rápida aos estudantes.
  • Alunos com mais autonomia e capacidade de trabalhar bem e colaborar em grupos.
  • Estudantes mais satisfeitos com a instituição de ensino. 
  • Menos conflitos entre alunos e estudantes em sala de aula. 
  • Aperfeiçoamento nos alunos de seu senso de responsabilidade e pertencimento a uma comunidade.

Vale lembrar de que essa abordagem de “aprender fazendo” já foi defendida antes na educação, por exemplo, pelo construtivismo de Seymour Papert e de Jean Piaget, importantes nomes da área. Piaget, há muitos anos, já afirmava que “o conhecimento é uma consequência da experiência”.

Cultura Maker no ensino de inglês na Red Balloon

Na Red Balloon, a Cultura Maker faz parte de nossos pilares de ensino, ajudando a integrar de modo natural, fluido e divertido a teoria com a prática no processo de aprendizado da língua inglesa.

Por meio de uma série de atividades lúdico-pedagógicas personalizadas, o aluno consegue experienciar o idioma de modo significativo aplicado a diferentes contextos. Ao longo desses projetos, o estudante tem seu interesse desperto, maior vontade de aprender, de criar e de se desenvolver. 

Uma das tarefas, voltada aos pequenos, é a construção de projetos artísticos com peças de LEGO, incentivando também a expressão artística da criança e sua atuação em equipes. Ainda focando nos alunos mais novos, oferecemos atividades como os robôs Bee Bot e Blue Bot,  Tactile reader e, para alunos um pouco mais velhos, os robôs Dash & Dot. Além disso, oferecemos periodicamente o Summer & Winter Camp, onde os alunos tem a oportunidade de experienciar o inglês de forma ainda mais imersiva.   

Outras atividades desenvolvidas a partir da Cultura Maker nas unidades da Red Balloon proporcionam o desenvolvimento de habilidades como raciocínio, lógica e criatividade, além de maior domínio sobre ferramentas e potencialidades do universo digital, ajudando o aluno a entender o mundo digital desde cedo. Por meio desse projeto, ele aprende princípios básicos de programação e uso de robôs que serão bastante úteis para o seu futuro.

Os princípios da Cultura Maker também embasam diversos eventos promovidos pela Red Balloon, como o Be a Chef!, no qual os alunos aprendem um pouco de culinária e muito de inglês, fazendo receitas, testando ingredientes e, literalmente, colocando a mão na massa.

Aplicações da Cultura Maker no ensino da língua inglesa

Como dá para imaginar, a Cultura Maker possibilita que as aulas tornem-se encontros mais lúdicos, divertidos, envolventes e interessantes para o aluno de inglês, valorizando a experimentação transdisciplinar do estudante para tornar o aprendizado mais significativo. 

Com isso, ela permite que, além do novo idioma, ele desenvolva também outras habilidades tão necessárias para o século 21, como a criatividade, o raciocínio lógico, a autonomia e a empatia pelo outro. 

E isso é fundamental para não desestimular ou mesmo traumatizar a criança com o aprendizado de um novo idioma e para ajudá-la a ser mais confiante em suas habilidades.

Para isso, a metodologia das aulas de inglês é focada na condução do processo de criação de modo organizado, contextualizado e estratégico. Assim, aprender inglês passa ser algo mais desejado e prazeroso.

Exemplificando: por que apenas decorar mecanicamente termos relacionados à informática em inglês se o jovem pode aprender a programar neste idioma e a criar um aplicativo que seja útil para sua rotina? Ou, ainda, por que fazer a criança apenas memorizar expressões pré-prontas se ela pode aprender a elaborá-las em um contexto prático de uso?

Nesse caso, ao desenvolver um projeto, o estudante irá se deparar com uma sinergia de saberes práticos que dará a ele mais concretude, sentido e satisfação. E isso favorece o aprendizado do idioma de modo mais sólido e ágil, visto que, para atingir a fluência, ter a vivência prática e contextualizada é algo crucial. Com isso, as aulas deixam de ser centradas em teoria e passam a, de fato, possibilitar ao estudante uma imersão prática no novo idioma. 

Como surgiu a Cultura Maker?

Embora a cultura do “faça você mesmo” já seja antiga, a utilização do termo “maker” com a conotação atual foi popularizada pela revista americana Maker, criada em 2005, voltada a projetos tecnológicos e que percebia essa cultura “fazedora” como uma enorme revolução.

No ano seguinte, a publicação realizou a primeira edição de sua Maker Faire, uma feira que se tornou um grande ponto de encontro dos simpatizantes e praticantes do movimento, provenientes de diversos lugares do mundo. 

Em 2013, ocorreu outro marco importante: foi lançado o manifesto do Movimento Maker – The Maker Movement Manifesto – por Mark Hatch, apresentando seus principais pilares e princípios constitutivos – entre eles, estão o fazer, o compartilhar, o brincar ou experimentar, o participar e o apoiar.

Desde então, a adesão ao Movimento Maker se deu em diversas esferas. Na educação, ocorreu a partir de um entendimento de que era preciso modernizar e mudar certas práticas que estavam defasadas e que estimulavam problemas como elevado número de evasão, índices baixos de aproveitamento escolar e apatia dos alunos.

Assim, a Cultura Maker foi percebida como uma oportunidade mais rica e abrangente do que apenas reproduzir conteúdos programáticos e seguir exigências curriculares para preparar alunos para vestibular  – ela possibilita também a formação de cidadãos proativos e profissionais mais bem preparados para lidarem com o mundo real e com os complexos problemas contemporâneos, empoderando o estudante em seu processo de aprendizado e em seu desenvolvimento mais integral como indivíduo e ser social.

E então, o que você achou da aplicação da Cultura Maker no ensino de inglês? O que você considera fundamental para tornar a experiência de aprendizagem de seu filho mais prazerosa e rica? Compartilhe suas ideias e dúvidas sobre o tema aqui nos comentários.

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