Aprendendo com os erros: como transformar desafios em oportunidades

É preciso valorizar a tentativa e o empenho das crianças e entender que o aprendizado é um processo individual e contínuo

Aprender com os erros! As falhas, muitas vezes consideradas sinais de fracasso, são, na verdade, oportunidades de aprendizagem e crescimento. Cada equívoco cometido é uma chance de reavaliar o entendimento, reforçar conceitos e aplicar novas estratégias. Para as crianças, que estão no estágio inicial de aprendizado, isso é especialmente importante. Ao serem ensinadas a aprender com os erros, elas desenvolvem a capacidade de persistir, buscar soluções e desenvolver resiliência. 

Neste texto, você vai entender qual é o papel do erro no processo de ensino e aprendizagem, como ele se relaciona com a educação positiva – baseada no afeto e no respeito e buscando o equilíbrio entre firmeza e gentileza, sem punição – e quais estratégias os educadores podem usar para promoverem essa abordagem. 

O papel do erro no processo de aprendizagem 

Existe um provérbio inglês que enuncia: “he who makes no mistakes never makes anything”. Em tradução livre, “quem não comete erros nunca realiza nada”. 

Erros ensinam a importância de não desistir. Eles mostram que as falhas são uma parte natural do processo de aprendizagem e que a persistência, a resiliência e a determinação podem levar ao sucesso. Cometer erros ensina a ser paciente consigo mesmo e a compreender que há um processo que conduz ao aprendizado e à melhoria. 

Errar também pode levar à exploração de novas abordagens e à descoberta de soluções criativas. Muitas inovações surgiram de erros, como a insulina, o raio X e o micro-ondas. Em 1928, por exemplo, o biólogo inglês Alexander Fleming estudava bactérias em seu laboratório. Ao tirar alguns dias de férias e deixar, por engano, seu material exposto, uma de suas culturas morreu, contaminada por um fungo. Era a penicilina, o primeiro antibiótico amplamente utilizado na medicina. 

No contexto da aprendizagem de inglês, os erros podem ser uma ferramenta importante ao permitirem que os alunos identifiquem e compreendam suas dificuldades, o que é essencial para que avancem nas aprendizagens. Por exemplo, quando um aluno comete um erro, seja na gramática, pronúncia ou vocabulário, ele tem a chance de corrigir e internalizar a formulação correta. Além disso, os erros proporcionam feedback imediato, ajudando também os professores a ajustar as estratégias de ensino. 

Leia também: 

Aprender com os erros e educação positiva 

A psicóloga e educadora norte-americana Jane Nelsen, em seu livro Disciplina Positiva, reforça que os erros são oportunidades de aprendizado, tanto para crianças quanto para adultos. Em vez de punir as atitudes erradas, ela defende que é mais eficaz usá-las para ensinar e desenvolver competências como resolução de problemas, responsabilidade e empatia. 

Quando as crianças cometem erros, a autora aconselha os educadores e pais a abordarem a questão de maneira compreensiva, criando um ambiente onde elas se sintam seguras para aprender. Ela acredita que, dessa forma, elas desenvolvem a autoestima, a segurança e outras habilidades que as ajudarão a lidar com desafios futuros. 

Uma das ideias centrais da disciplina positiva é a de que erros não são falhas, mas sim elementos naturais do processo de crescimento. Nelsen, recomenda que os adultos ajudem as crianças a refletirem sobre seus equívocos, compreendendo as causas e consequências, e as incentivem a pensar em maneiras de agir diferente nas ocasiões seguintes.  

Os responsáveis e professores podem servir como modelo, contando histórias de momentos em que cometeram erros e de que forma conseguiram resolver essas situações. Também é fundamental, em sala de aula, ter certeza de que os erros não serão motivo de zombaria ou chacota perante o resto da turma. 

Outras dicas para pais e educadores incluem: 

  1. Ensinar às crianças que todos erram e que cada erro é uma oportunidade de aprendizado; 
  1. Valorizar a tentativa e o empenho das crianças, não apenas o resultado final; 
  1. Perguntar à criança como ela poderia tentar resolver o problema de outra maneira, em vez de corrigi-la imediatamente; 
  1. Ser paciente e lembrar de que o aprendizado é um processo contínuo e que cada criança tem seu próprio ritmo. 

“Os pais precisam ser gentis e firmes na educação. Gentileza demonstra respeito pela humanidade da criança. Firmeza respalda suas palavras com a ação necessária”, afirma Jane Nelsen em seu livro Positive Discipline for Preschoolers.  

Você sabia que a disciplina positiva é um dos pilares pedagógicos da Red Balloon? Ensino de inglês com acolhimento e respeito, considerando cada fase do desenvolvimento das crianças e dos adolescentes! Agende sua visita e saiba mais sobre nossa metodologia! 

Entre em contato