A autoestima na adolescência e os principais cuidados dos pais

A adolescência é uma fase da vida marcada por muitas alterações e muitos desafios. Afinal, é durante esse período que o jovem molda boa parte da sua identidade e sua personalidade, bem como fica mais independente. Tudo isso em busca de encontrar seu lugar no mundo. Dessa forma, durante essa fase da vida, a tendência é que a pessoa esteja mais aberta a novas experiências. 

As transformações que ocorrem nesta fase estão diretamente relacionadas à visão que criamos de nós mesmos. Por isso, desenvolver uma boa autoestima na adolescência ajuda também a desenvolver autonomia, satisfação e identidade.

Mas, afinal, de que forma os pais e os professores podem atuar ajudando no desenvolvimento da autoestima na adolescência, bem como na identificação de problemas de ordem psicoemocional neste período da vida dos jovens? 

Autoestima na adolescência: o papel dos pais 

O período da adolescência é desafiador não só para os próprios jovens que estão passando por diversas mudanças, mas também para os pais que estão seguindo e acompanhando de perto todas essas transformações. 

Mais do que apenas observar, é preciso saber como amparar e acolher os filhos adolescentes nessa jornada em busca de autoestima.

Durante as fases da adolescência, os jovens passam por muitos questionamentos, o que reflete no comportamento e, consequentemente, na visão que têm sobre si mesmos. Tudo isso está intimamente ligado à autoestima. Por isso, é tão importante ter um olhar cuidadoso, respeitoso e paciente diante deste período de transição da infância para a vida adulta.

Durante seu desenvolvimento, o jovem está construindo e moldando um conceito de si. Por esse motivo, é de grande valia que ele possua influências e interferências benéficas no seu cotidiano, as quais devem estar conectadas com a realidade. Neste sentido, os pais têm um papel muito importante.

Identificando o grau de autoestima de um adolescente

jovem asiática com as mãos no queixo, sentada na carteira da escola, em dúvidas
Sempre consulte um profissional capacitado para tirar suas dúvidas.

Há alguns comportamentos que podem ser indicadores de como está a autoestima do adolescente. A seguir, confira algumas atitudes que podem ser indicadores de uma baixa ou uma alta autoestima. Mas, lembrem-se: sempre busquem acompanhamento com profissionais capacitados como psicólogos, psicopedagogos, entre outros.

Adolescentes com autoestima alta:

  • Geralmente têm um sentimento de que são queridos e benquistos pelas pessoas ao seu redor. A partir disso, eles costumam se sentir estimulados a vivenciar novos aprendizados e novas experiências;
  • Têm uma tendência a serem mais positivos frente às coisas que estão por vir, além de apresentarem um conhecimento mais amplo a respeito de como lidar com seus problemas, sabendo olhar para as situações em questão sob diferentes óticas;
  • Costumam definir seus objetivos e planos em prazos mais palpáveis, não deixando para um “amanhã” muito distante;
  • Tomam frente de suas atitudes e seus comportamentos, responsabilizando-se pelos seus atos;
  • Geralmente possuem um autoconhecimento mais profundo, sabendo identificar com mais facilidade suas características positivas e negativas. Dessa forma, têm mais facilidade para lidar com elogios e críticas;
  • Costumam ser mais estáveis emocionalmente, empáticos e autocríticos;
  • Costumam comunicar bem como estão se sentindo e tendem a cultivar relações mais saudáveis nos ambientes que frequentam.

Adolescentes com autoestima baixa:

As condutas que podem indicar baixa autoestima dos adolescentes são lideradas por uma falta de confiança em si mesmos e em suas capacidades.

  • Têm um sentimento de que são piores do que as outras pessoas ao seu redor, o que os levam a acreditar que não são respeitados e/ou valorizados. Por conta disso, podem evitar participar de atividades coletivas;
  • Podem ser mais inseguros, receando que a qualquer momento podem vir a falhar, o que faz com que tenham medo de tentar novas coisas; 
  • Podem demonstrar indícios de irresponsabilidade, o que pode ser notado por atitudes indisciplinadas ou descompromissadas (nas tarefas escolares isso pode ficar mais evidente);
  • Na tentativa de se sentirem pertencentes, buscando atrair a atenção das pessoas ao redor, os adolescentes com baixa autoestima podem apresentar comportamentos enganosos e mentirosos ao buscar se sentirem pertencentes e atrair atenção das pessoas ao seu redor; 
  • Podem desenvolver tendência a culpabilizar os outros, podendo, inclusive, assumir uma atitude mais agressiva e anti social.

Dicas para os pais 

Pensando em auxiliar os pais na construção positiva da autoestima dos adolescentes, confira algumas sugestões que preparamos:

1. Defina limites e expectativas para seus filhos

Definir limites e possibilidades que se enquadrem no que os adolescentes almejam é fundamental para o desenvolvimento saudável dos mesmos. Cabe aos pais dosar as expectativas de seus filhos com combinados feitos entre pais e filhos. 

É importante que as regras estabelecidas sejam feitas respeitando a individualidade dos adolescentes e que eles entendam o porquê determinadas questões são exigidas deles. Ou seja, embora os filhos devam estar de acordo com elas, as mesmas não podem ser tolerantes demais.

2. Incentive o seu filho a ter opiniões próprias/autênticas

Quando falamos de autoestima na adolescência, é importante deixar os jovens terem livre arbítrio sobre suas escolhas e opiniões. Ou seja, a dica aqui é para que os pais não imponham simplesmente suas opiniões, dando oportunidade dos filhos enxergarem as coisas com uma visão própria.

3. Estimule a autonomia do seu filho

Os adolescentes devem aprender a tomar as suas próprias decisões, a ser responsáveis por elas e a decidir de acordo com os seus valores pessoais. Os pais devem ajudar o adolescente a agir de acordo com as suas escolhas, entendendo e lidando com as consequências das suas ações e decisões. Os pais também devem oferecer apoio para solucionar os problemas que forem surgindo, mas sem super protegê-los ou resolver a situação pelos filhos.

4. Estabeleça uma comunicação aberta

Estabelecer uma comunicação aberta com os filhos é essencial para que a relação familiar flua de maneira natural e flexível, havendo confiança para que os filhos possam se sentir seguros para compartilhar seus medos e suas angústias. Dessa forma, é possível exercer autoridade sem ser autoritário.

Dicas para os professores

A escola é um ambiente muito enriquecedor para os alunos. No entanto, também pode propiciar momentos não tão agradáveis. Sendo um espaço com abertura para muitas comparações, é essencial que os professores, supervisores e diretores saibam fazer cada adolescente se sentir pertencente e especial de alguma maneira. Sem dúvidas, isso impactará muito a autoestima . Pensando nisso, confira algumas dicas:

1. Demonstre reconhecimento pelos feitos dos estudantes 

A fim de deixar os alunos mais confiantes e com uma autoestima mais alta, é muito importante demonstrar reconhecimento pelas realizações dos estudantes, mesmo que isso não implique em uma nota boa ou uma resposta certa, por exemplo. 

Uma boa maneira de mostrar reconhecimento é por meio da prática do feedback. Por exemplo, depois de uma atividade, indicar ao aluno pontos positivos e construtivos de seu trabalho, contribui para um maior autoconhecimento e ajuda a elevar a autoestima.

2. Evite fazer comparações

As comparações são grandes vilãs quando falamos de autoconfiança e autoestima. Por isso, a melhor opção é evitá-las em sala de aula. É fundamental que cada aluno se sinta único, entendendo sua importância naquele espaço. Ao compará-lo aos demais, sentimentos como frustração e falta de pertencimento podem vir à tona. Portanto, valorize as singularidades de cada um e preze pelo respeito sempre. 

3. Incentive o trabalho em equipe

Promover tarefas de criação em conjunto na sala de aula é uma boa maneira de fazer com que os estudantes compartilhem conhecimentos e expressem suas individualidades, bem como exerçam sua criatividade e saiam da zona de conforto. 

Ao entrar em contato com diferentes pontos de vista, o aluno conseguirá absorver novas informações e estimular seu senso crítico. Dessa forma, por permitir que os estudantes debatam e colaborem entre si, os trabalhos em equipe, desde que bem estruturados pelos professores, podem auxiliar na elevação da autoconfiança e da autoestima dos adolescentes.

Como melhorar a autoestima dos adolescentes na pandemia

estudante com um tablet na mão, sentado com uma camiseta amarela, sorrindo para a câmera.
A pandemia mudou drasticamente a rotina dos adolescentes. Os pais devem ficar atentos se as mudanças afetaram a autoestima de seus filhos.

Com o isolamento social, os adolescentes tiveram suas rotinas mudadas drasticamente. Pensando nisso, confira dicas de como os jovens podem trabalhar a autoestima na pandemia:

  • Prática do autocuidado: em meio à rotina escolar, é comum que alguns cuidados básicos, como praticar um hobby e tirar um tempo para si, passem batido. Por isso, neste momento delicado que estamos vivendo, é importante que o adolescente desligue o piloto automático, dedicando um tempo para cuidar da sua saúde física e mental.
  • Exercícios de diálogo interno: é muito importante que o jovem faça um exercício de autorreflexão acerca de seus gostos e identificações, procurando mudar aquilo que o deixa insatisfeito na medida do possível. Para isso, mentalizar as ideias pretendidas e colocá-las de forma visual, passando para o papel, por exemplo, pode ser uma boa técnica para melhorar o diálogo interno.
  • Manutenção do contato com os amigos: por conta da pandemia, a maioria dos jovens teve sua rotina alterada, o que inclui a falta de convívio social e, consequentemente, um afastamento das amizades. Contudo, mesmo à distância, é essencial que o adolescente preserve o contato com os amigos mais próximos, seja por chamada de vídeo ou troca de mensagens. Afinal, essa interação traz benefícios aos aspectos emocionais, sociais e psicológicos.

Os pais e professores possuem um papel fundamental na promoção e manutenção de uma boa autoestima na adolescência. Portanto, é importante que expressem compreensão, respeito e acolhimento durante o desenvolvimento dos adolescentes. Dessa forma, contribuirão para uma transição para uma vida adulta mais saudável, segura e confiante. 

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